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Dia
de Finados quando a morte ensina a vida
1-Crise poucas
oportunidades
Novembro começa com um feriadão que todos nós
conhecemos, finados. A partir do crescimento sem medida do cristianismo
primitivo é que os Cristãos começa orar pelos mortos, mas foi Odilon (962-1049)
monge beneditino responsável por uma data específica. Ainda hoje, milhares
aproveitam para pensar e orar pelos entes queridos. O feriado de finados parece
prenunciar a triste realidade que vivemos.
Depois das investigações da lava jato em março
de 2014, nunca mais o Brasil foi o mesmo, passamos da estabilidade econômica
para o descrédito internacional, aparentamos estender o feriado de finados, de
vesti de alegria, caminhamos em luto nacional. Os montantes de empregos gerados
pela refinaria Abreu e Lima, pela copa foram sepultado no cemitério da ganância,
por aqueles que pensávamos que seria nosso Robin Hood, eles destruíram e estão
matando o Brasil.
Assim como a vida é passageira, efêmera, as
promessas ilusórias um dia caem suas mascaras, e os pulos dançantes, os risos
fingidos dão lugar as cinzas, a morte inevitável. Além de tudo, as desilusões
morrem, a vida real renasce, surge não das cinzas, mas dono da vida, do Senhor
da história.
2-Visita aos cemitérios
Falar em finados é lembrar enterro, cemitério.
Seis milhões de pessoas em nosso estado foram aos cemitérios prestar homenagem
aos seus entes queridos. O passado deixa de existir no tempo, mas continua na
lembrança. A terra não tem mente, todavia, em sua profundidade pode encontrar
lembranças, álbum de fotografias.
Nas ruínas de Jaguaribe foram desenterradas
vivas lembranças das primeiras construções coloniais de Pernambuco. Do século
16. Vestígios arqueológicos de pisos, paredes e alicerces, com esses materiais
arqueólogos da UFPE pretendem resgatar a arquitetura do Engenho Jaguaribe
(Abreu e Lima).
Essa região no século 17 era conhecida como a
melhor produtora de cal. Essa construção de 415 anos está morta, mas a sua profundeza
não, diferente da construção da integração de Abreu e Lima do valor de 95
milhões, com um ano de atraso, sem funcionar. Ainda temos o hospital São José
que teve morte prematura, as quadra poliesporte, muitos são os funerais, não
sabemos a quem prestar homenagem, quão benefícios falecidos em nossa cidade?
2-Saber viver
Saber viver é aprender a morrer, o pensamento
da morte transforma o tom e o nível da vida interior, assim sendo, diante dos
nossos olhos jamais teremos pensamentos baixos, nem qualquer desejo excessivo.
O exercício da morte aprofunda a vida, nos faz
ligar para as coisas de maior valor. Quando temos a clareza da efemeridade,
ainda que belos como a rosa, somos beleza rápida, o tempo foge.
Sabendo disso nossa alma abrigará coisas
nobres, não vamos ficar irritados com fatos insignificantes, nem querer nada em
demasia, uma existência nobre sabe que não precisa de tanto.
Quem saber viver vive com se cada dia fosse o
último, não de qualquer jeito, mas com responsabilidade e intensidade que
impõem a vida, pois, não sabemos quando será nossa última palavra, derradeiro
gesto e último por do sol.
3- Reforma ou consciência Cristã
O modismo atinge todos, nem a religião está
isenta. Os cristãos não estão fora do mundo, pensar o contrário não segura uma fé
inteligente.
Mas, certas coisas inclusas na igreja não faz
sentido. Consciência negra, agora, temos consciência cristã. As palavras estão
se esvaziado, muitas vezes não entendemos o que elas significam, mas o que é
consciência Cristã?
Em 1517 aconteceu de fato a reforma protestante
por Lutero, sabemos que a reforma fora um misto social, econômico, cultural intelectual.
Podemos afirmar que os fatos históricos que se
deram na sociedade, teve uma mão Soberana e infalível. Os fatos e ação humana são parte de um plano
maior e eterno.
Um fato histórico sempre será um fato, não
deixa de sê-lo sem provas cabíveis, isso é lógico. É sem lógica colocar um fato
histórico condicionado a consciência humana. Se Abreu e Lima tiver ou não tiver
consciência da reforma protestante, ela sempre será um fato, pois ela não
dependeu nem dependerá do Antro, pois é obra transcendente e não da consciência
humana.
4 -Jerônimo Gueiros
Você sabia
Muitos já passaram na Rua Jerônimo Gueiros,
para irem à antiga feira de Abreu e Lima, e outros ela já fazer parte do seu
caminho. Mas que motivo tem distinta Rua esse nome?
Nossa localidade faz uma pequena homenagem a um
grande homem. Bem como as Cidades de Natal, Garanhuns, e tantas escolas. Qual o
motivo de tantas honras: No seu velório o Recife parou, todas as Igrejas
tocaram o sino.
Essa pergunta é respondida pela trajetória marcante
e viva do Pastor Jerônimo Gueiros. Foi um dos primeiros alunos do Seminário
Presbiteriano do Norte, da UFPE. Destacado intelectual professor de português,
membro do instituto de arqueologia, geografia e história de PE, membro da
academia de letras de PE. Colaborador do jornal do comércio, Diário de
Pernambuco Jornal do Recife. Fundou muitas escolas, dentre essas se destaca a
escola enternato natalense, no qual estudou João Café Filho (1899-1970) futuro
presidente República.
Ele recebeu tantas honras, pois, já havia
recebido vocação, palavra escassa hoje, teve apenas um sonho, puro de coração,
recebeu a melhor formação teológica aqui no Brasil no nível de Princeton.
Foi fiel ao seu chamado, Pastor, mestre. Gastou
sua vida na exposição das Escrituras, na pesquisa, ensino, na defesa da fé.
Ainda que haja muitos Jerônimos, os Gueiros, porém, são poucos, ainda que morra
fica presente entre nós.
5 Curiosidade do mundo
Nossos dias aparentam vive um grande luto
mundial. Celebramos as grandes tragédias na mídia como um feriado de finados.
Se perguntarmos quase todos saberemos dizer o
nome de alguma tragédia recente, furações e epidemias recebem nomes populares, as
epidemias sempre vêm acompanhadas; dengue com chikungunya, zinka com
microcefalia, esta com quase 600 casos em nosso Estado.
As tragédia e epidemias nos causa medo,
onipotência, mas não ficamos restritos a essas inquietações humanas, ainda
somamos a isso tudo nos assustamos com a violência urbana, guerras, fome,
terror de grupos extremistas.
O cenário mundial concentra suas informações e
noticiários nos dramas, medo e pavor humano, para as mídias é mais conveniente
pintar um mundo violento e inseguro, uma vez encurralados pelo medo, as pessoas
ficam em casa, assiste à televisão, vive uma fantasia no mundo virtual.
Mas que as tragédias naturais, os conflitos
mundiais, são o pulsar da vida, a força, o cheiro das árvores logo de manhã, um
novo dia, renovação da vida. Mais que homens corruptos do cenário nacional, há
infinitamente mais os honestos, cumpridor de seus deveres, heróis que mudam
comunidades, mártir. A beleza da vida que nos circunda, e envolve a todo tempo,
o mundo quer que vivamos um luto antecipado, porém a beleza que está em nós
celebra a vida hoje e para todo sempre.

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