terça-feira, 8 de dezembro de 2015

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Dia de Finados quando a morte ensina a vida






1-Crise poucas oportunidades
Novembro começa com um feriadão que todos nós conhecemos, finados. A partir do crescimento sem medida do cristianismo primitivo é que os Cristãos começa orar pelos mortos, mas foi Odilon (962-1049) monge beneditino responsável por uma data específica. Ainda hoje, milhares aproveitam para pensar e orar pelos entes queridos. O feriado de finados parece prenunciar a triste realidade que vivemos.
Depois das investigações da lava jato em março de 2014, nunca mais o Brasil foi o mesmo, passamos da estabilidade econômica para o descrédito internacional, aparentamos estender o feriado de finados, de vesti de alegria, caminhamos em luto nacional. Os montantes de empregos gerados pela refinaria Abreu e Lima, pela copa foram sepultado no cemitério da ganância, por aqueles que pensávamos que seria nosso Robin Hood, eles destruíram e estão matando o Brasil.
Assim como a vida é passageira, efêmera, as promessas ilusórias um dia caem suas mascaras, e os pulos dançantes, os risos fingidos dão lugar as cinzas, a morte inevitável. Além de tudo, as desilusões morrem, a vida real renasce, surge não das cinzas, mas dono da vida, do Senhor da história. 

 

2-Visita aos cemitérios

Falar em finados é lembrar enterro, cemitério. Seis milhões de pessoas em nosso estado foram aos cemitérios prestar homenagem aos seus entes queridos. O passado deixa de existir no tempo, mas continua na lembrança. A terra não tem mente, todavia, em sua profundidade pode encontrar lembranças, álbum de fotografias.
Nas ruínas de Jaguaribe foram desenterradas vivas lembranças das primeiras construções coloniais de Pernambuco. Do século 16. Vestígios arqueológicos de pisos, paredes e alicerces, com esses materiais arqueólogos da UFPE pretendem resgatar a arquitetura do Engenho Jaguaribe (Abreu e Lima).

Essa região no século 17 era conhecida como a melhor produtora de cal. Essa construção de 415 anos está morta, mas a sua profundeza não, diferente da construção da integração de Abreu e Lima do valor de 95 milhões, com um ano de atraso, sem funcionar. Ainda temos o hospital São José que teve morte prematura, as quadra poliesporte, muitos são os funerais, não sabemos a quem prestar homenagem, quão benefícios falecidos em nossa cidade?

2-Saber viver
Saber viver é aprender a morrer, o pensamento da morte transforma o tom e o nível da vida interior, assim sendo, diante dos nossos olhos jamais teremos pensamentos baixos, nem qualquer desejo excessivo.
O exercício da morte aprofunda a vida, nos faz ligar para as coisas de maior valor. Quando temos a clareza da efemeridade, ainda que belos como a rosa, somos beleza rápida, o tempo foge.
Sabendo disso nossa alma abrigará coisas nobres, não vamos ficar irritados com fatos insignificantes, nem querer nada em demasia, uma existência nobre sabe que não precisa de tanto.
Quem saber viver vive com se cada dia fosse o último, não de qualquer jeito, mas com responsabilidade e intensidade que impõem a vida, pois, não sabemos quando será nossa última palavra, derradeiro gesto e último por do sol.

3- Reforma ou consciência Cristã

O modismo atinge todos, nem a religião está isenta. Os cristãos não estão fora do mundo, pensar o contrário não segura uma fé inteligente.
Mas, certas coisas inclusas na igreja não faz sentido. Consciência negra, agora, temos consciência cristã. As palavras estão se esvaziado, muitas vezes não entendemos o que elas significam, mas o que é consciência Cristã?
Em 1517 aconteceu de fato a reforma protestante por Lutero, sabemos que a reforma fora um misto social, econômico, cultural intelectual.
Podemos afirmar que os fatos históricos que se deram na sociedade, teve uma mão Soberana e infalível.  Os fatos e ação humana são parte de um plano maior e eterno.
Um fato histórico sempre será um fato, não deixa de sê-lo sem provas cabíveis, isso é lógico. É sem lógica colocar um fato histórico condicionado a consciência humana. Se Abreu e Lima tiver ou não tiver consciência da reforma protestante, ela sempre será um fato, pois ela não dependeu nem dependerá do Antro, pois é obra transcendente e não da consciência humana.      

4 -Jerônimo Gueiros

           Você sabia
Muitos já passaram na Rua Jerônimo Gueiros, para irem à antiga feira de Abreu e Lima, e outros ela já fazer parte do seu caminho. Mas que motivo tem distinta Rua esse nome?
Nossa localidade faz uma pequena homenagem a um grande homem. Bem como as Cidades de Natal, Garanhuns, e tantas escolas. Qual o motivo de tantas honras: No seu velório o Recife parou, todas as Igrejas tocaram o sino.
Essa pergunta é respondida pela trajetória marcante e viva do Pastor Jerônimo Gueiros. Foi um dos primeiros alunos do Seminário Presbiteriano do Norte, da UFPE. Destacado intelectual professor de português, membro do instituto de arqueologia, geografia e história de PE, membro da academia de letras de PE. Colaborador do jornal do comércio, Diário de Pernambuco Jornal do Recife. Fundou muitas escolas, dentre essas se destaca a escola enternato natalense, no qual estudou João Café Filho (1899-1970) futuro presidente República.
Ele recebeu tantas honras, pois, já havia recebido vocação, palavra escassa hoje, teve apenas um sonho, puro de coração, recebeu a melhor formação teológica aqui no Brasil no nível de Princeton.
Foi fiel ao seu chamado, Pastor, mestre. Gastou sua vida na exposição das Escrituras, na pesquisa, ensino, na defesa da fé. Ainda que haja muitos Jerônimos, os Gueiros, porém, são poucos, ainda que morra fica presente entre nós. 
 

5 Curiosidade do mundo

Nossos dias aparentam vive um grande luto mundial. Celebramos as grandes tragédias na mídia como um feriado de finados.
Se perguntarmos quase todos saberemos dizer o nome de alguma tragédia recente, furações e epidemias recebem nomes populares, as epidemias sempre vêm acompanhadas; dengue com chikungunya, zinka com microcefalia, esta com quase 600 casos em nosso Estado.
As tragédia e epidemias nos causa medo, onipotência, mas não ficamos restritos a essas inquietações humanas, ainda somamos a isso tudo nos assustamos com a violência urbana, guerras, fome, terror de grupos extremistas.
O cenário mundial concentra suas informações e noticiários nos dramas, medo e pavor humano, para as mídias é mais conveniente pintar um mundo violento e inseguro, uma vez encurralados pelo medo, as pessoas ficam em casa, assiste à televisão, vive uma fantasia no mundo virtual.
Mas que as tragédias naturais, os conflitos mundiais, são o pulsar da vida, a força, o cheiro das árvores logo de manhã, um novo dia, renovação da vida. Mais que homens corruptos do cenário nacional, há infinitamente mais os honestos, cumpridor de seus deveres, heróis que mudam comunidades, mártir. A beleza da vida que nos circunda, e envolve a todo tempo, o mundo quer que vivamos um luto antecipado, porém a beleza que está em nós celebra a vida hoje e para todo sempre.




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